A SAGA DO MONSTRO DO PANTANO: https://mega.co.nz/#!OVBTGI6K!NgDRBlECp-Q8PloBc2vLXTRkKkg-ua3Ea9-HfBgNlNk
Em maio 1982, a
DC Comics retomou a série do Monstro do Pântano após o sucesso razoável do filme de mesmo nome dirigido por
Wes Craven (diretor entre outros de
Pânico e da série
A Hora do Pesadelo). A revista (rebatizada como Saga do Monstro do Pântano) ignorou a reversão do Monstro à forma humana, e continuou o a linha de situações super-heróicas e sua inabilidade em encontrar uma cura. O primeiro arco de histórias, escrito por Martin Pasko, levou o Monstro do Pântano a viajar a muitos lugares exóticos, sendo possuído por
demônios, e impedindo que a jovem bruxa Karen Clancy destrua o mundo. Na edição 16, os artistas foram substituídos por
Stephen Bissette e
John Totleben, dois dos três
desenhistas que trabalhariam mais tarde na fase escrita por Moore. De acordo com ambos (Bissette e Totleben), eles tentaram contribuir com idéias de histórias para o título, mas Pasko não os ouvia. Nessa época, o Monstro ao pântano, encontrando-se com Mathew Cable e Abby, que era agora esposa de Cable. Cable se revela um alcoólatra que obteve a habilidade de controlar seres demoníacos, e Anton Arcane retorna como uma espécie de aranha-robô para enfrentar Alec Holland.
[editar]A fase Alan Moore
Na edição 20, o escritor
inglês Alan Moore assumiu o lugar de Martin Pasko. Relativamente desconhecido até então, Moore só havia escrito várias histórias para a
2000 A.D. e para a
Marvel UK; mas porque o Monstro do Pântano estava a beira do cancelamento, os editores estavam dispostos a correr qualquer risco que Moore pudesse representar.
O "risco" que Moore correu foi o de destruir e reconstruir todo o conceito do personagem. Na revista nº 20 o Monstro do Pântano leva um tiro na cabeça e é capturado por homens da corporação Sunderland. Na edição 21, na já lendária história Lição de Anatomia, seu corpo foi entregado ao vilão menor Jason Woodrue, que tinha sido empregado por Sunderland para executar uma autópsia.
Durante a
autópsia, Woodrue descobriu que a fisiologia do Monstro do Pântano era somente superficialmente humana: seus órgãos eram pouco mais do que imitações cruas e não-funcionais de suas contrapartes humanas, e que não havia nenhuma maneira de o corpo do Monstro do Pântano ter-se originado de um corpo humano. Isso significa que o Monstro não era Alec Holland, apesar de pensar assim: Holland tinha, na vegetação do pântano, e a vegetação do pântano tinha absorvido a fórmula, sua mente, conhecimento, memórias, e habilidades. Alec Holland não se curara, porque não havia o que curar. Woodrue concluiu também que, apesar da autópsia, o Monstro do Pântano estava ainda vivo, já que "você não pode matar um vegetal disparando na sua 'cabeça'".
Com isso, Moore redefiniu o Monstro do Pântano como uma "planta *elemental", o que deixou o personagem aberto a interpretações muito mais amplas, dando-lhe a habilidade de controlar plantas e de viajar através do 'verde".
Durante a era Moore, o Monstro do Pântano ficou catatônico em decorrência do choque de mergulhar-se profundamente no "verde", uma dimensão que conecta toda a vida vegetal. Woodrue ficou insano após tentar se conectar ao Verde através do Monstro do Pântano, e Abby teve que revivê-lo a fim de deter Woodrue, depois que este matou uma vila inteira. Retornou aos pântanos (cuja localização se revelou ser a
Louisiana), onde encontrou Jason Blood, o dêmonio Etrigan, e em seguida deu um enterro final para Alec Holland.
Matthew Cable, ferido gravemente no
arco de história anterior, revelou-se possuído por Anton Arcane, e Abby havia tido um relacionamento incestuoso com ele sem saber. Depois de uma luta contra Cable, este entrou em coma, e a alma de Abby foi enviada ao inferno, mas em uma edição baseada no
inferno de
Dante, o Monstro do Pântano procurou por Abigail, encontrando personagens tais como o
Espectro no caminho, e finalmente a salvando.
Pouco depois disso o arco de histórias
American Gothic, que introduziu o personagem
John Constantine (mais tarde a estrela de sua própria revista), onde o Monstro do Pântano teve que viajar a diversas partes de
América, encontrando diversos
monstros do horror clássico, incluindo
lobisomens e
zumbis, mas modernizados levando em conta as edições atuais. Esse arco de histórias terminou com um
Crossover com a mega-série da DC
Crise nas Infinitas Terras. Nela também apareceu pela primeira vez o
Parlamento das Árvores, que era onde os outros Elementais como ele descansavam depois que seus dias sobre a
Terra terminavam, e aqui Moore resolveu o problema de continuidade da primeiro e segundo Monstro do Pântano - o primeiro Monstro do Pântano, Alex Olsen, era parte do Parlamento.
Na sequência a estes fatos, o Monstro do Pântano foi emboscado e sua
alma enviada ao espaço. Viajou a diversos planetas antes de retornar para casa no momento mais conveniente a sua vingança.
O que Moore produziu na revista Monstro do Pântano teve um efeito profundo na linha principal de quadrinhos da DC - foi a primeira HQ de "horror" da DC a reaproximar o gênero à orientação para adultos desde os anos
50; e iniciou a ascensão da linha
Vertigo de quadrinhos maduros, que foram escritas com os adultos em mente.
Saga do Monstro do Pântano foi a primeira série popularizada de quadrinhos a abandonar completamente a autoridade do
Comics Code Authority e a escrever diretamente para adultos.